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quarta-feira, 20 de dezembro de 2017

Policiais civis conseguem aprovar emendas em projeto do governo que reestrutura perícia

   Em sessão extraordinária nesta terça-feira (19), após quatro horas e meia de seguidas discussões e votações de um pacote de projetos de lei do governo estadual, os deputados estaduais atenderam ao pleito dos policiais civis e apresentaram emendas para adequar o Projeto de Lei Complementar (PLC) 46/2017, do Executivo, às demandas da categoria. Na noite desta terça, a votação foi nominal, por se tratar de PLC, e se encerrou com o placar 22 votos sim e nenhum não. O Projeto foi aprovado em todas as comissões pelas quais passou: Justiça, Cidadania, Segurança e Finanças. Mas, devido às emendas, a redação final ainda será concluída pela Comissão de Constituição e Justiça, e o texto votado na manhã desta quarta-feira (20).


Foram apresentadas, ao todo, oito emendas, todas acatadas pelo relator Gilsinho Lopes (PR). O deputado Euclério Sampaio (PDT) apresentou mais uma emenda, mas ela foi rejeitada pelo colega.


Uma delas deixa clara a divisão dos cargos da carreira da Polícia Civil em três grupos. Possuem natureza policial os cargos de delegado, escrivão, investigador e agente; natureza policial profissional os de médico legista, psicólogo, assistente social e perito oficial criminal; e natureza técnico-policial os de fotógrafo criminal e auxiliar de perícia médico-legal.

Outra garante como requisito para o concurso de perito criminal conclusão de curso superior na área da respectiva especialidade exigida e atuação compatível com a formação acadêmica e profissional. Além disso, os ocupantes deste cargo deverão ter habilitação para condução de veículos automotores na categoria B ou superior.

Também foi incluída emenda que garante a conclusão de nível superior no curso de Direito para escrivão e nível superior para investigador de polícia. Por fim, ficou acetado que o cargo de superintendente de Polícia Técnico-Científica será exercido por servidores das carreiras de perito criminal e médico legista da última classe da respectiva carreira.



O Sindicato dos Policiais Civis do Espírito Santo (Sindipol/ES) marcou forte presença durante a votação, levando vários policiais para conversarem com os deputados e sensibilizá-los para o pleito da categoria.
Na convocação feita em seu site, o chamado foi para “manifestar toda indignação da categoria contra a retirada do nível superior dos Investigadores de polícia, contra a retirada do bacharelado em direito para os Escrivães, contra a extinção do cargo de Fotógrafo Criminal, contra as pegadinhas, “bode na sala” e calda legal que retira direitos. O movimento também tem como objetivo lutar pela reestruturação dos cargos de perícia e de investigação da Polícia Civil capixaba”.
O presidente do Sindipol/ES, Jorge Emílio Leal, diz que a Polícia Civil sofre de “desidratação por ausência de investimentos”. “É fato, o Governo não investe. Por isso as delegacias estão fechando, os inquéritos estão parados e há essa explosão de criminalidade”, explica.
Jorge Emílio conta que o efetivo hoje é menor do que o da década de 1990, enquanto a população dobrou de tamanho. “Eram aproximadamente 3.800 policiais para dois milhões de habitantes. Hoje são 2.200 para mais de quatro milhões”, informa.
Sobre o PLC, o líder sindical usa a expressão “colocou o bode na sala”, em que o Governo estadual criou um problema, no caso o rebaixamento de escrivães e investigadores, e, ao solucioná-lo, se faz passar por “bonzinho” e desvia a categoria da sua verdadeira luta, que é reivindicar seus direitos por concurso público, reajuste salarial – que não é dado a quatro anos – e melhores condições de trabalho nas delegacias. “Ele quis tirar energia das outras lutas, desviando contra um problema que ele mesmo criou. É uma pegadinha que quer arrancar direitos reconhecidos pelo Tribunal de Justiça”, protestou antes da votação.


terça-feira, 21 de janeiro de 2014

Perícia comprova que ciclista foi arrastado por 6,5 km em para-brisa

O laudo do Instituto de Criminalística do Paraná do acidente que vitimou um ciclista de 31 anos, atropelado no último dia 10, na BR-116, revelou que a distância do local da colisão até o ponto onde o condutor do veículo foi parado era de 6,5 km. O ciclista trafegava pelo acostamento da BR-116, quando foi atropelado por uma caminhonete.


O motorista, José Adil Simioni, de 58 anos, foi preso em flagrante pela Polícia Rodoviária Federal. O teste do bafômetro indicou que Simioni apresentava 2 miligramas de álcool por litro de ar – o limite máximo aferido pelo equipamento.


Segundo o perito criminal Márcio Alexandre Tavares, que realizou a perícia do caso, o valor correto do deslocamento do veículo foi possível graças ao trabalho da Criminalística. “Como o acidente ocorreu em uma rodovia de grande movimento, muitos sinais e marcas são deixados na pista. Tivemos que realizar um trabalho minuciosos para descobrirmos exatamente quais deles eram os provocados por essa colisão”, explicou.


O local exato foi descoberto graças à bicicleta da vítima, que foi encontrada após buscas pela região. “Ela estava caída em um barranco, no meio do matagal”, conta Tavares. O perito ainda ressalta que o fato da população não ter mexido na cena do crime auxiliou a Criminalística. “É muito importante para nós essa contribuição. Qualquer adulteração pode modificar o exame e comprometer nossa análise”, completa.


Ainda de acordo com a perícia, ficou comprovado que o condutor e o ciclista trafegavam sentido Curitiba, o primeiro pela pista e o ciclista pelo acostamento, ambos corretamente. Em algum momento a caminhonete invadiu o acostamento e atropelou o ciclista. Não foi encontrada pela perícia nenhuma causa aparente para o desvio, como um obstáculo ou um buraco na rodovia, por exemplo.


O laudo do Instituto de Criminalística será juntado ao inquérito do caso, que está sob comando da Polícia Civil. O presidente do Sindicato dos Peritos Oficiais e Auxiliares do Paraná (Sinpoapar), Leandro Cerqueira Lima, explica a importância da prova técnica: “O trabalho da perícia é fundamental para a investigação, pois é a prova material que subsidia a Justiça na busca da verdade. Sem ele, os julgamentos dependeriam exclusivamente das provas testemunhais, o que é temerário”, alerta.


Original em: http://www.bemparana.com.br por Redação Bem Paraná, com assessoria



Perícia comprova que ciclista foi arrastado por 6,5 km em para-brisa