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sábado, 13 de dezembro de 2014

Defesa Social/PE: Concurso previsto para 256 vagas

O concurso da área de Segurança que vai oferecer 526 vagas para a Polícia Científica do Estado de Pernambuco terá dois editais: um com 255 vagas em cargos policiais e outro com 271 oportunidades para funções de natureza administrativa. A organizadora já foi definida, mas o nome da instituição escolhida só será divulgado após a assinatura do contrato, por motivos de sigilo administrativo.


De acordo com o perito e chefe da Unidade Administrativa da Gerência Geral de Polícia Científica (GGPOC), João César Ferreira, os cargos policiais serão perito criminal, médico legista, papiloscopista, auxiliar legista e auxiliar perito. Para todas as funções será exigido nível superior, diferentemente do último concurso realizado em 2007, quando foi exigido apenas nível médio para auxiliares.


Já os cargos administrativos ainda estão em análise por parte da GGPOC, mas a previsão é de que as vagas sejam para assistente administrativo, motorista de carro fúnebre, auxiliar de sala de necrópsia e técnico em radiologia, entre outros. Nesse edital, a expectativa é de que todos os níveis de escolaridade sejam contemplados.


Segundo João César, o concurso representa um avanço para o setor e deixará como maior legado o desenvolvimento da interiorização da Polícia Científica. Ele afirma que três novas unidades encontram-se em estágio bem avançado de construção e irão alocar grande parte dos novos servidores, nos municípios de Caruaru, Salgueiro e Palmares.


Além do concurso para a Polícia Científica está prevista uma outra seleção para delegado, com oferta de 100 vagas. O último concurso para esse cargo foi em 2006, com oferta de 50 vagas e vencimentos de R$4.701. As seleções foram realizadas em quatro etapas, tanto para delegado quanto para a Polícia Científica: prova objetiva, prova discursiva, avaliação psicológica e investigação social.


Informações da Folha Dirigida


Original em: http://blog.euvoupassar.com.br/



Defesa Social/PE: Concurso previsto para 256 vagas

domingo, 26 de janeiro de 2014

Em PE, perícia confirma que empresa operava sob esquema de pirâmide

Delegado afirma que 99,9% das receitas da Priples vinham dos usuários.
Laudo elaborado pelo IC foi enviado à Justiça no início de janeiro.


Delegado Carlos Couto (esq.) deu detalhes do laudo que comprova que a Priples operava sob esquema de pirâmide (Foto: Lorena Aquino/G1)


O delegado do Ipsep, Carlos Couto, deu detalhes, nesta terça-feira (21), sobre o laudo pericial contábil que apontou que 99,9% das receitas da Priples, empresa suspeita de pirâmide financeira, advinham de seus usuários. De acordo com o documento, dos mais de R$ 103,6 milhões de lucro arrecadados em apenas três meses de funcionamento da companhia, apenas R$ 80 mil eram provenientes de receita própria, oriunda de uma renda obtida com tráfego de dados na internet.


O laudo foi elaborado pelo Instituto de Criminalística e enviado, no início do ano, para a 9ª Vara Criminal do Recife. Com o texto, fica comprovado, por meio de provas técnicas, que a Priples não poderia oferecer, como prometia, um retorno de 60% dos valores investidos inicialmente pelos colaboradores. A última parte do processo se encontra no Ministério Público de Pernambuco.


“Com isso, agora, nós exaurimos o nosso trabalho. Essa seria a última tarefa, a prova técnica, agora acho que encerramos a participação”, explica o delegado Carlos Couto, responsável pelas investigações. O inquérito do caso, que corre em segredo, foi instaurado em abril de 2013 e remetido à Justiça em agosto do mesmo ano.
O caso das Priples é o primeiro em que se conseguiu agregar provas técnicas que comprovem o esquema de pirâmide. As informações que resultaram no laudo pericial contábil só foram obtidas com a apreensão dos três livros-caixa da empresa, no começo de agosto de 2013. A Priples começou a funcionar em abril do ano passado e atraiu cerca de 210 mil pessoas.
Entenda o caso
Os donos da Priples chegaram a ser presos na Região Metropolitana do Recife em agosto do ano passado, mas foram soltos dias depois. A empresa funcionava há quatro meses e chegou a movimentar mais de R$ 70 milhões. De acordo com a página companhia na internet, o escritório operava em duas salas – uma própria e outra alugada.
A Priples começou a funcionar em 1º de abril e atraiu 210 mil pessoas, prometendo lucro de 60% ao mês sobre o valor investido na hora do cadastramento. Os anúncios falavam em marketing digital, no entanto, acionada por pessoas que se sentiram lesadas, a polícia concluiu que o esquema se tratava de uma pirâmide financeira.
O sistema de pirâmide funciona da seguinte forma: quem está no topo ganha dinheiro com a entrada de novos investidores, que vão subindo até receberem também. O problema é que chega um momento em que não entra mais ninguém, e quem chegou por último não ganha nada. “Em crimes dessa natureza, estima-se que cerca de 70% ou 80% da base da pirâmide não conseguem recuperar o dinheiro investido”, afirma o delegado Carlos Couto.
Os proprietários da Priples são Henrique Maciel Carmo de Lima, de 27 anos, e a mulher dele, Mirele Pacheco de Freitas, 22 anos. A polícia apreendeu com eles três carros importados, um quadriciclo e ainda US$ 300 mil em espécie. A Justiça bloqueou R$ 70 milhões da conta da empresa.


Original em: http://g1.globo.com



Em PE, perícia confirma que empresa operava sob esquema de pirâmide